Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2004

Teu pecado

Senhor buscai em meu corpo teu desejo louco,
sou mulher não sou santa a ti abro meu manto
e se beberes na bruma da manhã desse prazer que não é pouco,
deitarei meu corpo em teu leito te causando espanto.

Em desalento, mesmo distante do legado em jeito,
faça de meu corpo tua moradia como febre em estadia,
lânguida, em minha pele com teus delírios me deito
e de belo agrado te aninho em meu pulsante peito.

Sou teu pecado não sejas homem orgulhoso,
na cama tuas vontades recebo como tua melhor criatura
e pecai...muito, por prazer não perdes a postura.

Faça da carne a música como escultura bêbada
e do poema um rio solto em direção ao revolto mar,
solte o leme da escuna, naufrague nas ondas desse lindo pecar.

(compilado e alterado dum poema original "Desejos" de Douglas Mondo)

enviado por M&M
indeterminado por quim às 21:23

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11 comentários:
De Raposa a 26 de Janeiro de 2004 às 20:20
to indeterminado: Metade / Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio. /
Que a morte de tudo que acredito não me tape os ouvidos e a boca. / Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio. // Que a música que eu ouço ao longe seja linda, ainda que triste. / Que a mulher que eu amo seja sempre amada, mesmo que distante. / Porque metade de mim é partida e a outra metade é saudade. // Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor, / Apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimento. / Porque metade de mim é o que eu ouço, mas a outra metade é o que calo. // Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço. / Que essa tensão que me corroe por dentro seja um dia recompensada. / Porque metade de mim é o que eu penso e a outra metade é um vulcão. // Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável. / Que o espelho reflita em meu rosto o doce sorriso que eu me lembro de ter dado na infância. / Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade eu não sei... // Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito. / E que o teu silêncio me fale cada vez mais. / Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço.// Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba. / E que ninguém a tente complicar porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer. / Porque metade de mim é a platéia e a outra metade, a canção. // E que minha loucura seja perdoada./
Porque metade de mim é amor e a outra metade... também. / de Oswaldo Montenegro
De inde a 26 de Janeiro de 2004 às 10:52
Anjel, ir ao teu blogue, irei sabendo que nada pagarei; mas se algo houvesse a pagar na mesma te iria visitar, mas não consigo lá entrar.
De inde a 26 de Janeiro de 2004 às 10:51
Adoro a música do meu blogue mas mesmo assim não deixo de ser quem sou e se o meu mau humor é algo que me define, podes ter a certeza, amora silvestre, que não me determina!
De Anjel a 25 de Janeiro de 2004 às 23:04
oi o teu blog é bem bom muitos poemas eu até tirei alguns para colocar no meu aparece por lá é de borla e num pagas nada eheheh...
De amora_silvestre a 25 de Janeiro de 2004 às 21:58
...continuas com o teu habitual mau humor, homem!?!;-)))))
De inde a 25 de Janeiro de 2004 às 21:07
Os meus anúncios foram, são e serão sempre indeterminados. Serão sempre determinadamente aceites se vierem por bem. Sem gargalhadas um abraço.
De aranha a 25 de Janeiro de 2004 às 19:18
Ei meu, puseste algum anúncio?! lol lol! Com tanta "inscrições" que por aqui aparecem?!! lol lol!
De DMA a 24 de Janeiro de 2004 às 22:02
to indeterminado: a si lho dedico... "A amiga..." /

Contemplo agora /
o leito que vazio /
se contempla. /
Contemplo agora /
o leito que vazio /
em mim se estende /
e se me aproximo /
existe qualquer coisa /
trescalando aroma em mim. //

Onde o teu corpo, amante-amiga, /
onde o carinho /
que compungido em recebia /
e aquela forma que tranquila /
ainda ontem descobrias? //

Agora eu te diria /
o quanto te agradeço o corpo teu /
se o me dás ou se o me tomas, /
e o recolhendo em mim, /
em mim me vais colhendo, /
como eu que tomo em ti /
o que de ti me vais doando. //

Eu muito te agradeço este teu corpo /
quando nos leitos o estendias e o me davas, /
às vezes, temerosa, /
e, ofegante, às vezes, /
e te agradeço ainda aquele instante (o percebeste) /
em que extasiado ao contemplá-lo /
em mim me conturbei /
– (o percebeste) me aguardaste /
e nos olhos te guardei. //

Eu muito te agradeço, amante-amiga, /
este teu corpo que com fúria eu possuía, /
corpo que eu mais amava /
quanto mais o via, /
pequeno e manso enigma /
que eu decifrei como podia. //

Agora eu te diria /
o que não soubeste /
e nunca o saberias: /
o que naquele instante eu te ofertava /
nunca a mim eu já doara /
e nunca o doaria. //

Nele eu fui pousar /
quando cansado e dúbio, /
dele eu fui tomar /
quando ofegante e rubro, /
dele e nele eu revivia /
e foi por ele que eu senti /
a solidão, e o amor /
que em mim havia. //

Teu corpo quando amava /
me excedia, /
e me excedendo /
com o amor foi me envolvendo, /
e nesse amor absorvente /
de tal forma absorvendo, /
que agora que o não tenho /
não sei como permaneço nesta ausência /
em que tuas formas se envolveram, /
tanto o amor /
e a forma do teu corpo /
no meu corpo se inscreveram. / de

Affonso Romano de Sant'Anna
De Beija Flor a 24 de Janeiro de 2004 às 16:20
to indeterminado: e que tal uma ajudinha! aqui vai ela - E por que haverias de querer... /E por que haverias de querer minha alma/Na tua cama?/
Disse palavras líquidas, deleitosas, ásperas/Obscenas, porque era assim que gostávamos./Mas não menti gozo prazer lascívia/
Nem omiti que a alma está além, buscando/
Aquele Outro. E te repito: por que haverias/
De querer minha alma na tua cama?/
Jubila-te da memória de coitos e de acertos./
Ou tenta-me de novo. Obriga-me./de Hilda Hilst
De inde a 24 de Janeiro de 2004 às 16:03
Agradeço o teu amável comentário; actualmente estou sem palavras e não consigo escrever; breve, penso que voltarei à escrita.

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