Terça-feira, 16 de Março de 2004

Passado presente

O nosso amor mais não foi do que o lado bom de se ter sido amado e de ainda o ser por tanto te amar.
indeterminado por quim às 10:27

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16 comentários:
De inde a 18 de Março de 2004 às 20:49
Continuo a questionar-me? Claro, não vou parar de me questionar e de questionar; é algo que tem de ser feito momento a momento; é necessário saber o que quer que seja; temos de saber; é bom saber; devo saber ou não devo saber? Não pergunto? Não se questiona a própria vida? Se passamos a "vida" a questionar o seu porquê e o porquê da morte, porque razão não se deve questionar? Tantas interrogações! Como parar? (Mais uma)
De encandescente a 18 de Março de 2004 às 20:04
Li inde e entendi:) continuas a questionar-te*
De inde a 18 de Março de 2004 às 17:04
A vida é plena quando destruímos todos os espelhos! Belo! Sim! Gostei! E quando olho para o espelho de mim e me vejo incompleto, como algures escrito por aí está, só visiono a falta de um abraço. Talvez a criança que fica sempre dentro de nós, com medos que temos medo de perder, sinta essa falta. Amar é viver, vivendo em amor o amor que sempre se procura e que não existe; o amor que não resiste; o amor que persiste; o amor que vai; o amor que fica; o amor que liberta e o amor que prende; o amor que faz doer e o amor que faz rir. Como te odeio tanto, meu amor! Na verdade, a essência do amor está neste paradoxo brutal!
De cruz a 18 de Março de 2004 às 15:42
No fundo é querermos um abraço de outro quando ainda não sentimos a beleza de nos abraçarmos interiormente. Só sabemos amar quando nos amamos, em tudo o que somos e fomos , em tudo de bom , de mágoas , de dor, de alegria de tristeza que recebemos e demos, porque tudo foi e é vida a crescer , nos mais variados graus de inconsciência até à consciência da pertença. Odiar o amor é desejar a beleza do mar e do sol sem ainda sentirmos pertença. E cada qual é um raio de Sol , cada qual é Terra ,uma molécula do oceano, um grão de areia. E cada grão é único e ínfimo mas tem tudo em si do areal , cada molécula é ínfima e tem em si tudo do mar sem fim , cada ser tem em si , único e ínfimo, a história da humanidade.E cada qual pertence a uma diversidade infinda de tempos de consciência da vida .Amar, para mim , não é TAMBÉM liberdade, é a liberdade e querer desejar a liberdade de todos. A minha liberdade não começa onde acaba a dos outros. A minha liberdade expande-se com a liberdade de todos. Os sofrimentos da exclusão dos que julgamos diferentes, porque não nos espelham está à vista por esse mundo fora.O desamor. Temos uma força enorme . A nossa maior força é a natureza das nossas fraquezas, as incertezas e com elas a destruição da exclusão no nosso íntimo. Então sente-se que a vida é simples , bela e universal
De cruz a 18 de Março de 2004 às 15:14
Amar é amar o amor."Como te odeio, meu amor" Vi escrito algures. É como o verbo "TEMOS". Enquanto se sente que o amor liberta , a veleidade da supremacia da razão "somos nós que temos de nos libertar e não o amor que liberta" leva-nos a afirmar o contrário e a permanecer na mania do controle, a posse e esta não é só vista em relação aos outros. A pior delas é a posse, a morte interior a impedir a vida,a mania do auto-controle, o medo de perder o controle,o medo de perder o medo em simultâneo com o profundo desejo de o perder. O medo de nos sentirmos crianças, natura transparente.Todos somos inocentes e ninguém é inocente. Nascemos todos inocentes.A infância é a natureza despida e transparente e enquanto tal é à partida o ser que confia. Confia na natureza sentida e procura a confiança nos outros E aí começam as feridas das capas dos crescidos racionais , já cheios de exclusividade. E assim começa o primado da desconfiança de nós e dos outros. As cisões. Mas a Natureza criou-nos unos. Andamos todos à busca da infância perdida.Amar é incluir , é vida . A vida inclui tudo. Vida é plena quando destruimos todos os espelhos , imagens, morte interior.
De inde a 18 de Março de 2004 às 13:36
Claro que entendo o que queres dizer; claro que sim; amar de tal forma que se deixa partir; mas o problema não é deixar partir; o problema (se é que existe um problema, lembras-te?) é saber se o facto de se ter "ficado" e não se ter "partido" nos dá a liberdade que (dizem) o amor também dá! Que o amor liberta, já eu sei mas que o amor também prende, ai lá isso prende. As amarras não estão aqui nem ali, nem acolá, nem aí, as amarras estão em nós mesmos e somos nós que nos TEMOS de libertar e não o amor que liberta. Nós é que temos de encontrar o caminho para um outro caminho. Enquanto isso não nos acontece, o lado bom do amor foi o facto de nos termos sentido amados e ainda o facto de amar. *
De mariana a 18 de Março de 2004 às 12:55
o amor também é liberdade... e a liberdade para deixar partir... mas devemos nós continuar presos ao que deixamos partir?? O amor é bom, se não nos dá coisas boas, se calhar temos de aprender também nós a partir...
De inde a 18 de Março de 2004 às 10:46
Sim, ausência de posse mas nunca, desculpa, a aprendizagem será a busca da inocência.
De cruz a 17 de Março de 2004 às 22:08
A vida, o amor existe, é . O percurso de cada qual é uma busca e enquanto tal aprendizagem. O tempo de nessa busca o sentir plenamente é o tempo que só o tempo comanda. A aprendizagem é a busca da inocência ,é o despir das capas até à nudez, à ausência da posse, à vontade de abandono e abraço de paz.
De inde a 17 de Março de 2004 às 20:53
Na verdade, às vezes penso também se o amor não estará em vias de extinção.

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