Domingo, 4 de Julho de 2004

Taça (adeus à)

Juro que não fui eu o culpado.
Não fui eu.
Não.

Mas os Gregos mereceram a vitória. À custa do quê ou de quem? Não sei nem me interessa; só sei que nós, Portugueses, não ganhamos a Taça.

Pode ser que em 2006 (sem festas antecipadas, sem deitar foguetes antes do tempo) se consiga lá chegar. Chegar onde? Não sei. Logo se verá.

Fair play.

indeterminado por quim às 22:13

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9 comentários:
De inde a 9 de Julho de 2004 às 15:32
Não sei. Sei lá!
De sei l... a 9 de Julho de 2004 às 09:34
Já sei que Juro que não fui eu o culpado.Não fui eu.Não. Quanto tempo mais vais ficar a "dizer" isso, homem?!!!!!!!!

De sei l... a 8 de Julho de 2004 às 20:23
andas lendo...bisbilhotando...meditando...(outras coisas terminadas em ando rss) e nada de blo.. (olha tb termina em ando! bjs
De inde a 5 de Julho de 2004 às 17:02
Não creio, Cruz, que o puto Helder Postiga tenha aberto um postigo para deixar entrar uma lufada de ar fresco ao marcar aquele penalti; penso que simplesmente jogou pelo prazer de jogar sem aquele imperativo de que falas; jogou ludicamente e encantou e se uma gargalhada soltaste, penso que o País sorriu. Abençoado puto.
De inde a 5 de Julho de 2004 às 17:00
Pois é SeiLá, pois é; a Cruz voltou; ainda bem. Mas se andei perto da "culpa" sinto-me culpado de não ter tido a culpa toda. Gostava de ser culpado de algo.
De inde a 5 de Julho de 2004 às 16:58
Continua me encantando com as tuas palavras, sejam elas curtas ou longas como refere a amiga Sei Lá. Gosto de te ler.
De cruz a 5 de Julho de 2004 às 15:47
Em jeito de despedida de destinar tempo algum a estas coisas da competição desportiva , isto porque qualquer actividade humana, e o futebol é uma como outra qualquer, por exemplo a religiosa , a política, a laboral, etc... é um bom palco para se analisar e apreciar a natureza humana, ficou-me deste campeonato, não em particular os chamados momentos heróicos , mas um momento mágico – o penalti do Helder Postiga . Como se ele tivesse momentaneamente aberto o postigo duma janela e tivesse deixado entrar a luz da espontaneidade. Deliciosa a naturalidade, como de um puto , desprendida dos pesos do contexto , a ousadia do risco , pondo em causa as previsibilidades dos elaborados estudos pré-equacionados , deixando atónitos e à beira dum ataque de nervos os que mais cedem aos medos, mas a todos fascinando .Muitos terão chamado de inconsciência . A mim deu-me a sensação duma descontracção por satisfação consigo próprio que fez soltar a intuição. Gargalhei com gosto.
De sei l... a 5 de Julho de 2004 às 00:26
Esta mulher é fogo! Há muito que não aparecia nas suas (de)longas! Beijão CRUZ.
Ai Inde não tiveste a culpa, mas andaste lá próximo!!! rsss
De Cruz a 4 de Julho de 2004 às 23:56
O sonho pode conter ilusões mas extravaza-as por completo . O sonho é íntimo e essencial e não se vive por interpostas vitórias na ilusão do mais forte . Ele amplia-se no desejo de que o que é belo dessa essência íntima cresça nos sonhos de todos, todos de igual para igual , seus iguais, todos diferentes.
E depois de todo este torneio e de ter visto e terminado o jogo da final acho que estamos a crescer. A naturalidade com que a maioria dos meus jovens companheiros encarou o resultado sem que a tristeza os incomodasse e o modo como tantos mesmo com a derrota sabem fazer a festa é disso indicador. O povo português , por muitos que o não vejam está mais crescido . Bem mais crescido que os racionalistas cinzentões europeus.
Mais ainda porque enquanto ia vendo o jogo senti que estava a presenciar ao princípio do fim, para mim há muito anunciado, do que é o expoente social da negação do lúdico. A imperiosidade da vitória mostrou a sua prisão ao passado , à não criatividade , ao ferrolho defensivo destruidor do jogo . As tácticas e estratégias destruíram completamente a beleza do prazer de jogar , tal a imperiosidade de ganhar . Van Basten disse-o já há anos quando anunciou que deixava de jogar porque jogar já não lhe dava prazer , amordaçado que estava a tácticas. Não há mais lugar à criatividade e espontaneidade. A necessidade de eficácia e de rentabilidade é retirar espaço , é a negação da espontaneidade e da beleza. O jogo desta civilização está a ruir. Como toda ela dá sinais disso, com os mesmos sintomas. É engraçado que quem lhe dá tamanha machada é a Grécia ( treinada por um alemão, na lógica racional do poder da organização)– originária de uma cultura cujos esteriotipos de imagens sobre o corpo tem moldado há séculos com preconceitos estéticos que tanto têm afastado as pessoas do gosto de se sentirem bem nos seus corpos por não se reverem em imagens exteriores a si próprios que em si não colam.
Quando se vivem ilusões – vitórias por interpostas expectativas de afirmação de vaidades – quando surge a desilusão , procuram-se culpados para a derrota , a fuga mais fácil ,e já nem se valoriza as alegrias que aconteceram . Até nisto parece que já estamos mais crescidos , bem mais que os históricos ingleses perante a derrota . E afinal aquilo que habitualmente se chama de realidade – diz-se : a realidade é competitiva e não sobrevive quem não se adapta – é afinal a ilusão .
Sonhar é perceber as alegrias e tristezas do ilusório e ir para além em busca da plenitude da vida.

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