Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2004

Vaidade

Vaidade


Sonho que sou Poetisa eleita

Aquela que diz tudo e tudo sabe,

Que tem inspiração pura e perfeita,

Que reúne num verso a imensidade!



Sonho que um verso meu tem claridade

Para encher todo o mundo! E que deleita

Mesmo aqueles que morrem de saudade!

Mesmo os de alma profunda e insatisfeita!



Sonho que sou Alguém cá neste mundo...

Aquela de saber vasto e profundo,

Aos pés de quem a Terra anda curvada!



E quando mais no céu eu vou sonhando,

E quando mais no alto ando voando,

Acordo do meu sonho...E não sou nada!...


Florbela Espanca

(enviado por amora silvestre)
indeterminado por quim às 17:18

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3 comentários:
De Principezinho a 22 de Janeiro de 2004 às 22:38
..."esta" Raposa é um "must"!!!;-)...como é q adivinhou q este é o meu Poema de eleição!?!;-) ...
De Raposa a 22 de Janeiro de 2004 às 21:39
to indeterminado: não é comentário ao poema, apenas mais um contributo para uma "renovação" se o desejar - "O quereres" / Onde queres revólver sou coqueiro, onde queres dinheiro sou paixão / Onde queres descanso sou desejo, e onde sou só desejo queres não / E onde não queres nada, nada falta, e onde voas bem alta eu sou o chão / E onde pisas no chão minha alma salta, e ganha liberdade na amplidão // Onde queres família sou maluco, e onde queres romântico, burguês / Onde queres Leblon sou Pernambuco, e onde queres eunuco, garanhão / E onde queres o sim e o não, talvez, onde vês eu não vislumbro razão / Onde queres o lobo eu sou o irmão, e onde queres cowboy eu sou chinês // Ah, bruta flor do querer, ah, bruta flor, bruta flor //
Onde queres o ato eu sou o espírito, e onde queres ternura eu sou tesão / Onde queres o livre decassílabo, e onde buscas o anjo eu sou mulher / Onde queres prazer sou o que dói, e onde queres tortura, mansidão / Onde queres o lar, revolução, e onde queres bandido eu sou o herói // Eu queria querer-te e amar o amor, construírmos dulcíssima prisão / E encontrar a mais justa adequação, tudo métrica e rima e nunca dor / Mas a vida é real e de viés, e vê só que cilada o amor me armou / E te quero e não queres como sou, não te quero e não queres como és // Ah, bruta flor do querer, ah, bruta flor, bruta flor // Onde queres comício, flipper vídeo, e onde queres romance, rock'n roll / Onde queres a lua eu sou o sol, onde a pura natura, o inceticídeo / E onde queres mistério eu sou a luz, onde queres um canto, o mundo inteiro / Onde queres quaresma, fevereiro, e onde queres coqueiro eu sou obus // O quereres e o estares sempre a fim do que em mim é de mim tão desigual / Faz-me querer-te bem, querer-te mal, bem a ti, mal ao quereres assim / Infinitivamente pessoal, e eu querendo querer-te sem ter fim / E querendo te aprender o total do querer que há e do que não há em mim / de Caetano Veloso
De amora_silvestre a 19 de Janeiro de 2004 às 21:55
«E quando mais no alto ando voando,/

Acordo do meu sonho...E não sou nada!...»

...pois, lá vaidosa sou (somos, eu e "ela"), mas "ela" sempre foi alguma coisa...eu continuo no "nada"...

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