Domingo, 18 de Abril de 2004

Determinadamente

"...é no vento que se ama; talvez ser o próprio vento e não a folha..."

(para mim a melhor definição sobre o que é amar; in www.lobices.blogs.sapo.pt)
indeterminado por quim às 11:05

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23 comentários:
De Aran_aran a 24 de Abril de 2004 às 17:17
Gostei de saber, apesar de já esperar que assim fosse... mas tinha curiosidade, saber pelas tuas próprias palavras... Um beijo e até breve
De inde a 24 de Abril de 2004 às 17:03
Aran! Como aranha me envolves numa teia que me enleia e me faz bem! Como defino sem posse nem destino? Humm; como amar sem posse nem destino? Simples! Pegue-se novamente no exemplo do vento; o vento ama da forma que já disse; ao amar dessa forma, o vento possui alguma coisa? o vento possui a folha no sentido de que a folha é "minha"? Não! O vento abarca-a na sua totalidade com imensidão e pequenez ao mesmo tempo e não dá ao seu amor qualquer rumo, qualquer destino; não é para ir para ali ou acolá; ama a folha tal como ela é e tão somente por a amar; não a "prende", não a "abafa", não a "possui" porque a folha não lhe pertence; a folha faz parte da árvore do universo e o vento também; ambos são livres e nada é dono de ninguém; amar é apenas escolher para o outro a sua felicidade, o seu bem estar; amar é isso; amar-te é querer que sejas feliz; eu posso-te amar mas não sou teu "dono" porque no momento em que o fosse deixaria de te amar, deixaria de permitir que fosses livre que fosses apenas tu que fosses feliz à tua maneira e nunca à minha. Assim ama o vento a folha. Ama-a na sua totalidade mas a folha não lhe pertence! A folha será sempre da árvore e a árvore aqui é apenas o universo. Transposta esta alegoria para os seres humanos teremos que amar é escolher o melhor para o outro; é olhar o pássaro no seu esplendor, gostar dele mas nunca o prender numa gaiola. Aprender a amar é aprender a ser livre. Assim defino o sem posse e o sem destino. Ama, apenas!
De Aran_aran a 24 de Abril de 2004 às 15:01
Inde: gostei quando dizes que "a folha pode amar o vento mas nunca tão intensamente como o vento ama a folha; a folha insere-se nele e ele não se insere nela, abarca-a na sua totalidade. Amar é isso, abarcar tudo e todos num acto de disponibilidade e de dádiva onde a entrega é total sem qualquer tipo de posse ou de destino; amar duma forma incondicional, amar sim como o vento", mostra sentimentos profundos! Mas a minha curiosidade me leva a perguntar-te e como será que defines posse e destino? Um beijo
De inde a 23 de Abril de 2004 às 12:17
Encandescente: também te leio e o que escreves e as imagens que colocas são "colunas" incandescentes de amor e paixão. Beijo.
De encandescente a 23 de Abril de 2004 às 09:54
vim ler-te, li tudo atrás também. um beijo inde
De inde a 23 de Abril de 2004 às 08:48
Já lá foste? Onde? :)*
De Ltus a 23 de Abril de 2004 às 04:51
Já lá fui;-)) beijos ***
De inde a 22 de Abril de 2004 às 21:06
Amar o amor, tal como afirma a amok, é uma boa forma de lhe fugir; depois, explica porquê e fica-se com aimpressão que amar o amor é mais fácil porque em teoria. Não sei, mas penso que não amo o amor. O amor é um sentimento e como tal não é possível amar um sentimento; amar, é uma acção e, como tal, é possivel viver amando o que quer que seja; neste caso, talvez seja possivel amar o amor; não sei. Mas, no que respeita à frase que destaco no post sobre ser o vento e não a folha, eu concordo com esta visão: amar é uma "acção" abrangente e como tal é possível ser "vento" abraçando a folha que voga ao seu sabor e não em seu redor; a folha pode amar o vento mas nunca tão intensamente como o vento ama a folha; a folha insere-se nele e ele não se insere nela, abarca-a na sua totalidade. Amar é isso, abarcar tudo e todos num acto de disponibilidade e de dádiva onde a entrega é total sem qualquer tipo de posse ou de destino; amar duma forma incondicional, amar sim como o vento. Volta sempre que quiseres, como Vulcânica, como Lava, como Cratera, mas volta.
De Vulcnica a 22 de Abril de 2004 às 15:08
Não consigo compreender o que poderá ser amar o "amor".O ensejo ou a necessidade de amar, simplesmente isso? Ser amado/a? Ter no coração uma chama que o aqueça e na alma algo que a ilumine, um preenchimento, uma realização?
Parece-me que o amor é um caminho, não uma meta à qual talvez até nunca se chegue, mas o importante é essa caminhada, ou seja o amor que sentimos, que damos e recebemos(ou talvez não).Amar a folha seria muito redutor, amar o vento, sim, é mais abrangente, mais solto, mais livre, mais "amor", quer o que cantam os poetas, quer o vivido no dia a dia e que considero o mesmo. Amar o "amor", seria assim como uma rosa colher-se a si própria. Mas, é apenas a minha opinião e que tenho o prazer de aqui deixar pela primeira vez juntamente com um abraço :).
Vulcânica
De inde a 20 de Abril de 2004 às 20:49
Como ver o corpo se taparmos a alma? Como ver a alma se taparmos o corpo? é, é preciso desnudar o corpo das mágoas e a alma das dores.

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